Thiago Uchôa destaca os desafios reais da saúde em simpósio
Entenda por que a cultura e a educação são os verdadeiros motores da inovação na saúde
O cenário era de inovação de ponta. Durante o III Simpósio Internacional de Transformação Digital, realizado pelo Hospital Moinhos de Vento, grandes players da indústria, tecnologia e inovação se reuniram para desenhar o futuro do setor.
No entanto, foi durante o painel “Conectando Mundos: o futuro digital da saúde”, que uma provocação necessária ecoou, trazida por Thiago Uchôa, diretor comercial da Noxtec.
Fugindo do lugar-comum das buzzwords como Inteligência Artificial e Machine Learning, o executivo lançou luz sobre uma premissa fundamental, muitas vezes esquecida em grandes fóruns: não existe transformação digital sem inclusão digital.
A apresentação de Uchôa não apenas diagnosticou as dores latentes das instituições de saúde brasileiras, mas também propôs um roteiro prático para a evolução, pautado na democratização do acesso, na quebra de barreiras culturais e na educação continuada.
A seguir, repercutimos os principais insights dessa palestra e como a visão da Noxtec se posiciona como um divisor de águas na jornada de digitalização do setor.
O paradoxo da inovação: do papel à Inteligência Artificial
É tentador, em eventos internacionais, focar apenas nas tecnologias disruptivas que prometem revolucionar a medicina de precisão.
Entretanto, Thiago Uchôa iniciou sua fala trazendo a audiência para a realidade operacional da grande maioria das unidades de saúde no Brasil.
O diretor pontuou que a transformação digital virou uma pauta comum, mas frequentemente desconectada da rotina de instituições que ainda operam processos críticos manualmente.
“Só fala em transformação digital quem já está no digital”, destacou Uchôa. Para centenas de Unidades Básicas de Saúde (UBS), clínicas populares e hospitais de médio porte, o “início” da jornada não é a implementação de um algoritmo preditivo.
O marco zero, muitas vezes, é colocar um computador na recepção e estruturar um cadastro básico.
Sendo assim, a inovação deve ser vista sob diferentes prismas, respeitando a maturidade de cada organização. O executivo reforçou que grandes avanços começam com acessibilidade, simplicidade e democratização.
Ou seja, digitalizar o processo da recepção, migrar do papel para o prontuário eletrônico ou integrar setores básicos são passos tão valiosos quanto a adoção de robótica em grandes centros.
A Noxtec, alinhada a essa visão, trabalha com um portfólio democrático.
A empresa se posiciona como parceira capaz de atender desde a UBS que precisa do básico bem feito, até hospitais de alta complexidade que já implementam camadas de inteligência de dados.
A mensagem é clara: a tecnologia precisa servir a todos, não apenas à elite do setor.
A barreira invisível: o desafio é cultural, não técnico
Ao avançar na análise dos obstáculos para a modernização da saúde, Uchôa foi categórico: a maior barreira para a adoção de tecnologia não é a complexidade do software ou o custo do hardware, mas sim a cultura organizacional.
Muitas instituições enfrentam uma forte resistência interna. Isso ocorre por falta de entendimento dos benefícios, medo da mudança ou ausência de processos organizados.
O profissional de saúde, habituado a décadas de rotinas manuais, muitas vezes enxerga a tecnologia como uma burocracia adicional, e não como uma aliada.
Dessa forma, cabe ao setor tecnológico — e empresas como a Noxtec — fazer um mea culpa e reavaliar como as soluções são entregues. O diretor comercial salientou que as ferramentas precisam oferecer:
- Implantação simples: Reduzindo o atrito inicial e o tempo de setup.
- Usabilidade real: Interfaces intuitivas que respeitem a rotina frenética de médicos e enfermeiros.
- Respeito à maturidade: Soluções modulares que cresçam junto com a instituição.
Assim sendo, o foco deixa de ser a venda de uma licença de software e passa a ser a entrega de valor percebido pelo usuário final.
Quando a tecnologia é transparente e resolve problemas reais do dia a dia, a barreira cultural começa a ser superada naturalmente.
Educação como pilar central da mudança
Um dos momentos de maior destaque na fala de Thiago Uchôa foi a defesa intransigente da capacitação. A frase-chave deixada pelo executivo ressoou forte: “Educação é a base de toda evolução.”
A transformação digital não se sustenta apenas com a compra de tecnologia; ela exige uma transformação intelectual paralela.
Nesse sentido, o diretor da Noxtec explorou a necessidade de educar três frentes distintas:
- Profissionais de saúde: Para que dominem as ferramentas e entendam como os dados melhoram o desfecho clínico.
- Gestores: Para que aprendam a gerir baseados em indicadores e evidências, abandonando o “achismo”.
- Educação técnica e social: Envolvendo até mesmo os pacientes na nova dinâmica digital.
O executivo lembrou ainda que treinamentos “de prateleira” raramente funcionam. É preciso personalizar o ensino, considerando que cada pessoa aprende de um jeito e em um ritmo diferente.
Em outras palavras, a cultura digital nasce do conhecimento contínuo, e não de grandes implementações isoladas (big bangs).
A Noxtec, ao atuar como consultora e parceira, investe pesadamente nessa transferência de conhecimento, garantindo que a tecnologia implantada seja, de fato, utilizada em sua plenitude.
Interoperabilidade: A chave para a jornada do paciente
Por fim, o painel abordou um dos temas mais críticos para o futuro da saúde: a interoperabilidade. Uchôa explicou como a falta de comunicação entre sistemas cria silos de dados que prejudicam, em última instância, o paciente.
A interoperabilidade rompe barreiras antigas e torna o dado, verdadeiramente, propriedade do paciente. Acompanhar as informações clínicas ao longo de toda a jornada — do laboratório ao consultório, da internação ao home care — cria um ecossistema virtuoso que gera:
- Segurança: Minimizando erros de medicação e diagnósticos conflitantes.
- Continuidade do cuidado: Permitindo uma visão holística do histórico de saúde.
- Redução de retrabalho: Eliminando a redigitação de dados e a repetição desnecessária de exames.
- Agilidade clínica: Entregando a informação certa, na hora certa, para o profissional de saúde.
Além disso, o diretor pontuou que a interoperabilidade é o alicerce para tecnologias futuras. Não se faz IA ou automação avançada com dados fragmentados.
A Noxtec já aplica essa visão na prática, com soluções que facilitam desde a auditoria de prontuários até a melhoria de terapias complexas, provando que a integração de sistemas é o caminho para a eficiência operacional e financeira.
Um convite à evolução consciente
A participação de Thiago Uchôa no III Simpósio Internacional de Transformação Digital reforçou o posicionamento da Noxtec como uma facilitadora da evolução do setor.
A conclusão do executivo é otimista, porém realista: a transformação digital só será completa quando for para todos.
A combinação de inclusão, mudança cultural e educação cria o terreno fértil para que tecnologias mais sofisticadas prosperem de forma sustentável.
Em suma, o futuro da saúde depende menos de robôs e mais de pessoas capacitadas utilizando ferramentas acessíveis e integradas.
A Noxtec está pronta para apoiar instituições de todos os portes nessa jornada, garantindo que ninguém fique para trás na era digital.
Quer saber como aplicar esses conceitos na realidade da sua instituição e preparar sua operação para o futuro? Fale com nossos especialistas e conheça as soluções da Noxtec.