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Maturidade digital na saúde: a visão de Robson Catão, CEO da Noxtec

Maturidade digital na saúde: quando tecnologia sem governança não gera valor


A transformação digital na saúde já não é mais uma discussão sobre futuro; na prática, ela faz parte da rotina das instituições que precisam lidar diariamente com pressão por eficiência operacional, qualidade assistencial, segurança da informação e sustentabilidade financeira. Por isso, maturidade digital na saúde não é um projeto de tecnologia: é uma agenda de liderança.

Como líder da Noxtec, eu vejo isso com frequência. Por outro lado, quando tratamos maturidade digital apenas como adoção de novas ferramentas, o risco é alto. Ainda assim, sistemas modernos, isolados de processos bem definidos e de uma cultura orientada a dados, pouco contribuem para a evolução real da instituição. Maturidade digital na saúde não está relacionada a quem investe mais em tecnologia, mas a quem consegue extrair mais valor da tecnologia disponível.

Em outras palavras, maturidade digital na saúde significa integrar pessoas, processos e dados de forma estruturada, garantindo que a informação certa chegue às pessoas certas, no momento certo. Instituições maduras conseguem transformar dados operacionais e assistenciais em insumos confiáveis para decisões estratégicas, reduzindo improvisos e aumentando previsibilidade na gestão.

Os riscos da fragmentação e do retrabalho operacional

Um dos principais desafios para avançar em maturidade digital na saúde é a fragmentação. Projetos digitais muitas vezes nascem de necessidades pontuais, sem conexão com um plano maior. Como consequência, o resultado costuma ser conhecido: soluções que não conversam entre si, retrabalho operacional e dificuldade de mensurar resultados. Aqui na Noxtec, quando apoiamos instituições nesse tipo de cenário, o ponto de partida quase sempre é o mesmo: reconectar iniciativas digitais a objetivos claros de operação e de cuidado.

Velocidade não é maturidade: método, métricas e priorização

Além disso, outro erro recorrente é confundir velocidade com maturidade. A pressa em implantar soluções, sem revisar processos ou preparar as equipes, costuma gerar frustração. Transformação digital exige ritmo; no entanto, também exige método. É fundamental entender quais problemas precisam ser resolvidos, quais ganhos são esperados e como esses ganhos serão medidos ao longo do tempo.

Nesse sentido, a priorização dos investimentos digitais precisa partir de critérios objetivos. Impacto assistencial, eficiência operacional, segurança da informação, conformidade e capacidade de escalar soluções devem estar no centro da decisão. Mais do que escolher ferramentas, líderes precisam definir prioridades estratégicas e alinhar expectativas entre áreas técnicas, assistenciais e administrativas.

Nesse cenário, a transformação digital deixa de ser um tema exclusivo da TI e passa a ser uma estratégia de negócio. É nesse ponto que a liderança faz a diferença. Quando a direção assume o protagonismo, a instituição ganha clareza sobre onde quer chegar e como a tecnologia pode apoiar essa jornada.

A liderança também é decisiva para sustentar a mudança cultural. Pessoas precisam compreender o porquê das mudanças, confiar nos dados e se sentir parte do processo. Sem engajamento, qualquer iniciativa corre o risco de se tornar apenas mais um sistema subutilizado.

Maturidade digital na saúde não é um estado final, mas uma evolução contínua. Instituições que tratam a transformação digital como jornada conseguem evoluir de forma consistente, sustentável e alinhada ao cuidado com o paciente.

Robson Catão
CEO da Noxtec

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