Com soluções Noxtec, Caxias do Sul passa a oferecer 30 mil consultas online por ano
Telecabines oferecem escolha ao paciente e aliviam filas – sem substituir atendimentos presenciais
Em 8 de maio de 2025, na UBS Esplanada de Caxias do Sul, o prefeito Adiló Didomenico e o secretário de Saúde Geraldo Freitas Júnior inauguraram oficialmente o serviço de telessaúde do município.
Na presença de representantes da NXT Telessaúde, parceira operacional da Noxtec, iniciou-se um projeto que adiciona 30.000 consultas anuais ao sistema público de saúde. Para gestores hospitalares, esta iniciativa demonstra como a tecnologia integra-se à rotina assistencial sem substituir o atendimento presencial.
A estrutura
O serviço de telessaúde em Caxias do Sul opera através de quatro telecabines estrategicamente posicionadas: uma na UBS Esplanada, duas no Centro Especializado de Saúde (CES) e uma no Centro de Atenção Integral à Saúde Mental (Cais Mental).
A implantação seguiu um cronograma escalonado, iniciando com clínicos gerais na UBS Esplanada. Dentro de 60 dias, serão incorporadas consultas com especialistas em cardiologia, reumatologia, endocrinologia, gastroenterologia e neurologia, além de psicoterapia. O investimento municipal de R$2,2 milhões garante que essas 30.000 consultas sejam adicionais às já oferecidas presencialmente.
A tecnologia na prática
Conforme detalhado pela Secretaria Municipal de Saúde, o processo inicia-se quando o paciente solicita uma consulta através do sistema Agenda+ UBS. O profissional de saúde verifica a disponibilidade e oferece a opção de atendimento por telessaúde.
Se o paciente aceita, recebe orientações para cadastro na plataforma da NXT Telessaúde e escolhe entre realizar a consulta nas telecabines ou em seu dispositivo pessoal. Nas unidades físicas, equipes da SMS prestam suporte técnico, auxiliam na impressão de receitas e atestados. Para consultas domiciliares, os documentos são enviados por SMS e e-mail.
Superando resistências
A estratégia para garantir adesão focou-se em instalar as telecabines dentro de unidades de saúde já consolidadas, como destacou Thiago Uchôa, diretor comercial da NXT: “A cabine dentro do serviço de saúde quebra barreiras culturais entre o atendimento presencial e o remoto”.
Essa abordagem foi validada pela experiência prévia da empresa em Angra dos Reis (RJ) e no Fundo de Saúde do Exército (FUSEx). A priorização inicial das telecabines, conforme explicou Marília Piazza, diretora da SMS, permite que a equipe de saúde auxilie pacientes com dúvidas operacionais.
Expansão gradual e inclusiva
O projeto contempla tanto a atenção primária quanto especializada, focando em especialidades com escassez de profissionais e maiores filas. Os primeiros beneficiados serão pacientes já cadastrados nas listas de espera do SUS.
O modelo, inclusive, permite ampliação futura e rede de médicos da NXT, distribuída por todo o Brasil, assegura a cobertura das demandas locais.
Lições para gestores hospitalares
O caso de Caxias do Sul oferece três princípios replicáveis:
Adição de capacidade sem substituição: As 30.000 consultas online são incrementais, preservando o atendimento presencial.
Foco em gargalos críticos: Priorização de especialidades com maiores filas de espera e dificuldade de contratação.
Infraestrutura como facilitadora: Telecabines instaladas em unidades existentes reduzem resistência e aproveitam a confiança do paciente no serviço de saúde.
Um modelo de escalabilidade real
Caxias do Sul demonstra que a telessaúde não é um experimento futurista, mas uma ferramenta operacional para ampliar acesso imediato. A tecnologia Noxtec, integrada ao sistema público através de telecabines e plataforma digital, oferece um caminho tangível para gestores hospitalares enfrentarem dois desafios simultâneos: reduzir filas de espera e otimizar recursos físicos.
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