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As tecnologias essenciais na redução de glosas hospitalares

O caminho para garantir a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira de instituições de saúde

Para qualquer gestor hospitalar, o termo “glosa” é sinônimo de dor de cabeça. A falta de atenção à redução de glosas hospitalares representa um dos maiores “ralos” financeiros do setor de saúde, um vilão silencioso que corrói a receita, aumenta os custos administrativos e gera atrito desnecessário com as operadoras.

Além disso, em um setor onde a margem de lucro é apertada e a pressão por eficiência é constante, não é exagero afirmar que combater as glosas é uma questão de sobrevivência.

Historicamente, a gestão desse problema era reativa. O hospital faturava, a operadora negava, e uma equipe administrativa iniciava um longo processo manual de análise de recurso, coleta de documentos e reenvio. Hoje, essa abordagem é insustentável.

A transformação digital ganhou força com softwares de gestão especializados e com a ascensão da Inteligência Artificial (IA), o que mudou o paradigma. Ou seja, a tecnologia deixou de apenas apoiar as operações e assumiu o papel de principal diferencial competitivo na redução de glosas.

Neste artigo, vamos dissecar o desafio das glosas e explorar como a tecnologia, quando aplicada estrategicamente, otimiza o ciclo de receita e, além disso, fortalece a gestão hospitalar.

O que são glosas e por que elas minam a saúde financeira?

Em termos simples, uma glosa hospitalar é a recusa de pagamento, total ou parcial, por parte da operadora de saúde (convênio) referente a um serviço, material, medicamento ou procedimento realizado pelo hospital.

O impacto financeiro é o mais óbvio: o dinheiro esperado não entra. Mas o problema é mais profundo.

  1. Custo operacional: para cada glosa, o hospital precisa alocar recursos humanos (auditores, faturistas) para analisar o motivo, encontrar a documentação comprobatória, formular um recurso e reenviar a cobrança. Ou seja, é um retrabalho caro.
  2. Impacto no fluxo de caixa: A recuperação de uma glosa não é imediata. O processo de recurso pode levar de 30 a 90 dias, ou mais. Isto é, esse atraso “congela” um capital que poderia estar sendo usado para investimentos, pagamento de fornecedores ou folha salarial.
  3. Desgaste de relacionamento: Um alto índice de glosas gera tensão na relação entre o hospital (prestador) e a operadora (pagador), consequentemente dificultando negociações futuras e a colaboração.

O papel da Inteligência Artificial na prevenção de glosas

Aqui é onde a tecnologia começa a mudar o jogo, saindo da esfera reativa (corrigir glosas) para a proativa (evitar glosas).

Softwares hospitalares modernos, equipados com motores de Inteligência Artificial, atuam como um “auditor digital” incansável, que pode revisar 100% das contas antes mesmo que elas sejam enviadas à operadora.

1. Auditoria preditiva e validação de regras

A IA pode ser treinada com o histórico de glosas da instituição e, além disso, com as regras contratuais de cada operadora. Antes de fechar a conta, o sistema varre o faturamento em busca de padrões que historicamente levaram a recusas.

  • Exemplo prático: O sistema detecta que um procedimento X, quando realizado para a Operadora Y, sempre exige o anexo do laudo de exame Z. Se o laudo Z não estiver anexado eletronicamente à conta, a IA bloqueia o envio e alerta o faturista, indicando a pendência exata.

2. Processamento de linguagem natural (PLN)

Uma das maiores dificuldades da auditoria é validar se o que está descrito no laudo médico (texto corrido) condiz com os códigos de procedimento cobrados. Da mesma forma, o PLN, um ramo da IA, permite que o software “leia” e “entenda” os laudos, prontuários e descrições cirúrgicas.

  • Exemplo prático: O médico descreve uma “cirurgia com videolaparoscopia”, mas o faturamento inclui um código de “cirurgia aberta”. Em seguida, a IA identifica essa incongruência e sinaliza para revisão humana, evitando uma glosa técnica certa.

3. Análise de conformidade de OPME

A gestão de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) é crítica. A IA pode cruzar a autorização da operadora, o mapa cirúrgico (o que foi solicitado pelo médico) e a nota fiscal do fornecedor (o que foi comprado) com o que a enfermaria de centro cirúrgico registrou como efetivamente utilizado. Então, da mesma forma, isso garante que apenas o material correto, autorizado e utilizado seja cobrado.

Além da IA: a importância de um software hospitalar integrado

A Inteligência Artificial é poderosa, mas ela precisa de dados confiáveis para funcionar. Se as informações de base estiverem erradas ou isoladas, a IA não pode fazer milagres. É por isso que a gestão hospitalar moderna depende de interoperabilidade.

Robson Catão, CEO da Noxtec, empresa especialista em soluções tecnológicas para o setor de saúde, reforça esse ponto:

“A era dos sistemas isolados acabou. Para uma redução de glosas efetiva, a informação do paciente, desde a internação até a alta, precisa fluir sem atritos, como um único fluxo de dados. Além disso, na Noxtec, não acreditamos em sistemas que não se conversam. A interoperabilidade não é um luxo tecnológico; é a base da eficiência operacional, da segurança do paciente e, também, da saúde financeira da instituição.”

Quando um software hospitalar é verdadeiramente integrado (um ERP de saúde), o processo flui:

  1. O médico prescreve um medicamento no Prontuário Eletrônico (PEP).
  2. O sistema automaticamente verifica se o paciente tem cobertura para aquele medicamento (regra da operadora).
  3. A farmácia recebe o pedido, e o sistema dá baixa no estoque.
  4. A enfermagem registra a administração (cheque-bate).
  5. O faturamento automaticamente recebe a informação de que 1 unidade do Medicamento X foi usada, vinculada à prescrição Y e autorização Z.

Ou seja, nesse cenário, a chance de erro de digitação ou esquecimento é zero. A informação é inserida uma única vez, na origem (no leito do paciente), e usada por todos os setores, incluindo o financeiro.

A gestão de faturamento como um diferencial competitivo

A redução de glosas tem um impacto direto e imediato na lucratividade. Instituições que adotam tecnologia especializada saem na frente, transformando uma área de custo (o setor de recursos de glosas) em uma área de eficiência.

Thiago Uchôa, Diretor Comercial da Noxtec, destaca a mudança de visão que a tecnologia proporciona aos gestores:

“Muitos gestores hospitalares ainda veem a redução de glosas apenas como ‘recuperar dinheiro perdido’. Nós na Noxtec vemos como ‘acelerar o fluxo de caixa’ e ‘aumentar a previsibilidade de receita’. Cada dia que uma conta fica parada em análise de recurso é um custo de oportunidade gigantesco.”

Quando o hospital eleva seu índice de “faturamento de primeira”, ele ganha poder de negociação. Além disso, ele se torna um prestador “confiável” para a operadora, o que facilita reajustes e aprimora parcerias. Ou seja: a eficiência deixa de ser um discurso e vira um ativo comercial.

O futuro do faturamento hospitalar é já começou

As glosas hospitalares não vão desaparecer por completo, mas elas podem e devem ser reduzidas a um percentual residual. Continuar dependendo de revisões manuais, planilhas de Excel e sistemas que não se comunicam é aceitar uma perda de receita que, em muitos casos, poderia ser o investimento em um novo equipamento ou na melhoria do atendimento.

A tecnologia, capitaneada pela IA e por plataformas de gestão integradas, é a resposta definitiva para blindar o faturamento. Ela transforma um processo reativo e custoso em uma operação proativa, inteligente e eficiente.

Investir na modernização do ciclo de receita não é um custo, mas sim como a decisão estratégica mais importante para garantir a sustentabilidade e a competitividade do hospital no cenário atual.

A Noxtec como parceira estratégica

O mercado oferece muitas soluções de tecnologia para saúde, mas o sucesso da implantação não depende apenas do software; depende da expertise do parceiro. O setor de saúde possui uma complexidade regulatória e contratual que ferramentas genéricas de gestão (ou seja, ERPs de mercado) simplesmente não conseguem absorver.

É fundamental buscar parceiros que respiram saúde, que entendem as nuances do padrão TISS, as regras da ANS e as particularidades da negociação entre prestadores e operadoras.

A Noxtec se posiciona exatamente nesse nicho: não como uma simples fornecedora de software, mas como uma parceira estratégica na transformação digital da saúde. Em outras palavras, o nosso diferencial está em três pilares:

  1. Soluções especializadas: Plataformas desenvolvidas do zero para o ambiente hospitalar, com módulos que entendem a jornada do paciente e as regras de negócio do SUS e da Saúde Suplementar.
  2. Experiência no setor: Uma equipe que combina profundo conhecimento tecnológico com vivência prática em gestão e faturamento hospitalar.
  3. Suporte e consultoria técnica: A Noxtec entende que não basta instalar o software; é preciso otimizar os processos. Consequentemente, a implantação envolve uma consultoria para redesenhar fluxos, identificar gargalos e treinar equipes, garantindo que a tecnologia gere o máximo de resultado.

Sua instituição está pronta para estancar o “ralo” financeiro das glosas?

A tecnologia para isso já existe e está acessível. Ou seja: o próximo passo é aplicá-la à sua realidade.

Converse com um dos especialistas da Noxtec e descubra como nossas soluções de software de gestão e Inteligência Artificial podem reduzir drasticamente seus índices de glosas e, além disso, otimizar seu ciclo de faturamento. Entre em contato!

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