Robson Catão, CEO da Noxtec afirma: cibersegurança na saúde é continuidade do cuidado, não só TI
A digitalização da saúde ampliou a eficiência do cuidado, mas também trouxe novos riscos.
A digitalização da saúde ampliou significativamente a capacidade das instituições de oferecer um cuidado mais eficiente, integrado e seguro. No entanto, esse avanço também trouxe novos riscos. À medida que a dependência de sistemas digitais cresce, faz com que a cibersegurança na saúde deixe de ser apenas uma preocupação técnica e passe a ser um tema estratégico para a continuidade do cuidado.
O que é cibersegurança na saúde e por que virou prioridade
“Na saúde, falhas de segurança não afetam apenas sistemas, afetam diretamente o atendimento ao paciente”, como destaca Robson Catão, CEO da Noxtec.
Ataques cibernéticos, indisponibilidade de sistemas e vazamentos de dados impactam a operação, comprometem a confiança dos pacientes e podem gerar consequências regulatórias e financeiras significativas. Em ambientes onde a informação é essencial para decisões clínicas, qualquer interrupção representa risco assistencial.
Por esse motivo, a cibersegurança na saúde precisa ser tratada como responsabilidade institucional. Embora a tecnologia tenha papel central, ela não é suficiente sozinha. Processos bem definidos, governança clara e pessoas capacitadas são elementos fundamentais para uma estratégia de segurança eficaz.
“Cibersegurança na saúde precisa ser tratada como tema estratégico da diretoria, não apenas como pauta técnica”, reforça Robson.
Impactos de incidentes: operação, assistência e confiança do paciente
Instituições maduras entendem que segurança da informação envolve prevenção, monitoramento contínuo e capacidade de resposta. Não se trata apenas de evitar incidentes, mas de estar preparado para agir rapidamente quando eles ocorrem, minimizando impactos operacionais e assistenciais.
“Instituições preparadas não são as que nunca sofrem incidentes, mas as que conseguem responder rápido e manter a operação”, afirma o CEO da Noxtec. Assim, o foco deixa de ser “zero incidentes” e passa a ser resiliência.
Outro ponto crítico é a cultura de segurança. Pessoas continuam sendo um dos principais vetores de risco, seja por falta de conscientização, uso inadequado de sistemas ou desconhecimento de boas práticas. Ainda assim, esse risco pode ser reduzido com rotinas simples e consistentes.
“Tecnologia protege sistemas, mas é a cultura que protege a instituição”, destaca Robson.
Boas práticas que sustentam a estratégia
- Treinamento contínuo e campanhas de conscientização
- Controle de acesso por perfil e revisões periódicas
- Planos de contingência e continuidade de negócio
- Rotinas de backup e testes de restauração
- Monitoramento e resposta a incidentes (visibilidade e rapidez)
A cibersegurança na saúde também está diretamente ligada à maturidade digital. À medida que a instituição evolui digitalmente, aumenta a complexidade do ambiente tecnológico e, consequentemente, a superfície de ataque.
Proteger dados na saúde é proteger o cuidado, a confiança dos pacientes e a sustentabilidade da instituição. A cibersegurança, quando tratada de forma estratégica, torna-se um pilar da transformação digital sustentável.