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Interoperabilidade na prática: a chave para o controle estratégico da TI

Como escalar sistemas de saúde sem comprometer segurança, dados e resultado

A digitalização na saúde avançou a passos largos nos últimos anos, mas esse crescimento trouxe um desafio oculto que o gestor de TI enfrenta todos os dias: a complexidade das conexões. Muitas vezes, a pressão por resultados imediatos cria a falsa ideia de que integrar sistemas é apenas “conectar cabos” ou fazer o dado fluir de um ponto A para um ponto B, e é aí que a interoperabilidade entra em ação.

No entanto, a realidade operacional mostra que, quanto mais sistemas você adiciona sem uma estratégia clara, maior se torna o risco de o ambiente se transformar em uma teia de aranha ingovernável.

Portanto, é fundamental entender que a interoperabilidade sem governança é apenas um passivo técnico que pode estourar a qualquer momento.

O perigo silencioso das integrações sem padrão

Na prática, a maioria dos hospitais e clínicas convive com ambientes construídos de forma orgânica e fragmentada. Você provavelmente já herdou integrações “ponto a ponto” feitas no improviso para resolver um problema urgente de faturamento ou assistência, certo?

O resultado disso é uma dependência perigosa de profissionais específicos — os chamados “heróis da TI”. Se esse colaborador decide sair da instituição, o conhecimento sobre como os sistemas conversam vai embora com ele.

Diante disso, sua equipe acaba presa em um ciclo vicioso de apagar incêndios.

Falhas de comunicação entre o prontuário eletrônico (PEP) e o LIS ou RIS só aparecem quando o problema já escalou para o setor operacional ou financeiro.

Sem documentação e sem uma arquitetura definida, o retrabalho se torna a regra, e o seu backlog de inovações fica paralisado por causa de manutenções básicas.

Assim sendo, a falta de padrão deixa de ser um detalhe técnico e passa a ser um gargalo para o crescimento da instituição.

Quando a falta de governança atinge o caixa

É aqui que o impacto da interoperabilidade transborda os limites da TI e atinge diretamente a gestão administrativa e financeira. Para o CFO ou o controller, integrações mal estruturadas significam custos invisíveis e desperdício de recursos.

Mas, além do custo direto com horas técnicas, existe um impacto brutal na eficiência da assistência.

De acordo com dados sobre a jornada do paciente, a diferença entre um ambiente integrado e um fragmentado é gritante. Estudos apontam que, com uma interoperabilidade eficiente, a jornada do paciente pode ser reduzida para apenas 85 dias em contextos de cuidados contínuos.

Em contrapartida, em ambientes sem integração, esse tempo pode saltar para 280 dias, devido a atrasos, repetição de exames e processos burocráticos manuais.

Portanto, você deve usar esses dados para mostrar à diretoria que a padronização não é um “gasto de TI”, mas sim uma estratégia de redução de custos operacionais e melhoria do giro de leitos. Menos correções manuais significam uma previsibilidade financeira muito maior.

Padronização e governança: o fim do improviso

Mas como sair desse cenário de caos? A resposta está na implementação de governança sobre a interoperabilidade.

Em outras palavras, você precisa de regras claras, monitoramento centralizado e adoção de padrões de mercado, como HL7 e FHIR.

Mas não se engane: governança não significa burocratizar o processo; pelo contrário, significa organizar para que você possa escalar com segurança.

Quando você estabelece um padrão de integração, você cria um ambiente onde a troca de informações é previsível. Assim, se você precisar trocar um fornecedor de software ou adicionar uma nova ferramenta de IA, a conexão não será um trauma.

Você passa a ter uma visão centralizada de todos os fluxos de dados, permitindo identificar gargalos antes que eles virem um incidente crítico. Dessa maneira, a TI deixa de ser o setor que “apenas conserta sistemas” e assume o papel de guardiã da integridade da informação.

Escalando sem depender de “heróis”

O objetivo final de uma estratégia de interoperabilidade madura é a continuidade operacional. Você deve buscar um modelo onde o ambiente não dependa de uma pessoa específica, mas sim de processos bem desenhados e documentados.

Ao padronizar as integrações, você facilita a manutenção e garante que qualquer profissional capacitado possa gerenciar a estrutura.

Além disso, um ambiente governado oferece muito mais segurança cibernética. Integrações feitas no improviso costumam ser portas abertas para vulnerabilidades de dados.

Por outro lado, com governança, você controla exatamente quem acessa o quê e como o dado trafega, garantindo conformidade com a LGPD e protegendo a reputação da sua instituição.

Interoperabilidade como ativo estratégico

Diante de tudo o que discutimos, fica claro que a interoperabilidade bem feita é um ativo estratégico. Ela permite que a sua TI seja menos reativa e mais propositiva.

Com dados fluindo com qualidade, você cria a base sólida necessária para projetos de Analytics, telessaúde e medicina de precisão. Sem essa base, qualquer tentativa de inovação corre o risdo de ser construída sobre areia movediça.

Conclusão e os seus próximos passos

Se você sente que sua equipe está no limite e que o crescimento do hospital está sendo travado por integrações frágeis, é hora de mudar a abordagem. A interoperabilidade não precisa ser um risco.

Quer ver na prática como a integração de dados transforma a vida de quem está na ponta? Assista aqui ao vídeo sobre a Jornada do Paciente e entenda como a Noxtec pode ajudar você a eliminar o improviso e ganhar o controle total do seu ambiente digital.

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